Atendimento:   (21) 2236-4422   /   (21) 2547-3079

TRATAMENTO DO RONCO E DA SÍNDROME DA APNÉRIA OBSTRUTIVA DO SONO (SAOS)

O ronco e a síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS)

O ronco é o som emitido pelo indivíduo a partir da vibração dos tecidos, especialmente dos tecidos moles do palato. Ele pode estar associado a dificuldades respiratórias e à síndrome da apneia obstrutiva do sono ou outros motivos. Contudo, alguns pacientes podem ter só o ronco, sem apresentar o distúrbio respiratório nem ter problema algum do sono.

O que é síndrome da apneia e quais são as causas?

A síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS), também conhecida simplesmente como apneia do sono, ocasiona uma interrupção do sono e não permite ao seu portador um descanso adequado durante a noite.

Normalmente, o nosso sono compreende quatro fases, sendo a última chamada de sono REM (rapid eye moviment, movimento rápido dos olhos); essa é a fase em que realmente descansamos e temos sonhos. Nesse período é que recarregamos nosso organismo para o dia seguinte.

O portador da apneia obstrutiva do sono, por uma questão anatômica ou, raramente, por uma questão neurológica, enquanto vai aprofundando o sono para chegar nessa última fase, tem a musculatura (céu da boca, base da língua) relaxada ao ponto de se deslocar/“cair” e obstruir a faringe e/ou a laringe. Dessa forma o ar para de passar e o indivíduo, que está chegando perto da fase do sono profundo, acaba acordando porque deixa de oxigenar os tecidos. Esse processo se repete várias vezes à noite, sendo este o causador do despertar noturno.

Além disso, quem tem síndrome da apneia, normalmente, ronca também. Um ronco característico e inconstante, uma vez que ocorre até um determinado momento em que a pessoa tem quase um engasgo (pelo menos para quem está ouvindo), nesse momento a pessoa desperta, muda de posição e volta nesse ciclo, acordando várias vezes sem chegar ao sono profundo (REM) de fato.

Causas

Existem pouquíssimos casos de apneia do sono central,  um problema neurológico, que deve ser tratado com um neurologista. O mais comum é a apneia obstrutiva do sono. Foi  feita uma estatística, nos EUA, que demonstrou que 24% dos homens adultos apresentam apneia do sono. Um dado alarmante, e no Brasil a situação não é muito diferente.

Não existe uma causa específica, mas algumas variações anatômicas estão associadas a apneia do sono. A idade também é um fator que pode influenciar - um indivíduo pode não ter a síndrome na juventude e apresentar o problema com o passar da idade. Peso corporal também é um fator de risco - quanto mais peso, mais chances de ter.

Questões anatômicas craniofaciais são os principais influenciadores da síndrome, especialmente aquelas relacionadas ao tamanho da mandíbula, que pode ser pequena e/ou curta, o que dificulta o posicionamento da língua que acaba ficando muito para trás, facilitando a obstrução de ar na faringe durante o sono; e a maxila para trás, sendo comum ter esse problema e a mandíbula curta ou deficiência maxilo-mandibular que afeta os dois maxilares.

Crianças com deficiências severas na maxila e na mandíbula podem sofrer de apneia do sono, o que resulta em dificuldades de aprendizado e falta de atenção.

Consequências

Os portadores da síndrome de apneia acabam não tendo uma atenção muito boa durante o dia, querem descansar ou tirar um cochilo em qualquer situação que seja um pouco menos agitada, ou então, por exemplo, não conseguem assistir à televisão, participar de uma reunião ou de uma aula, uma vez que possuem constantemente sono. Em alguns casos, os pacientes dormem até mesmo no trânsito.

Na ocorrência da apneia grave, os pacientes não podem dirigir. Existem casos de acidentes de trânsito fatais envolvendo motoristas portadores de apneia do sono. Além disso, a síndrome pode ser responsável por problemas recorrentes de falta de atenção, impotência sexual, hipertensão arterial e até morte súbita - devido a exigência cardíaca maior. Uma vez que não descansa, a pessoa não consegue recuperar as energias, exige-se mais do corpo, de forma crônica, então, em longo prazo, esses pacientes têm mais tendência a sofrer morte súbita.

Cura ou melhora da qualidade de vida

O exame fundamental para o diagnóstico e classificação da apneia (se é leve, severa, central, mista ou hipopneia) é a polissonografia. Durante o exame, que geralmente é feito fora da casa do paciente, o indivíduo é monitorado enquanto dorme. A finalidade é verificar qual é o índice de oxigênio que esse paciente tem durante o sono e quantos despertares noturnos ocorrem. A partir daí, ele vai ser classificado como índice de hipopneia e apneia, e dependendo desse índice vai ser diagnosticado com apneia grave, moderada ou leve.

Alguns pacientes portadores da apneia leve, muitas vezes, nem percebem ou diagnosticam o distúrbio. O paciente só acha que vive mais cansado, que tem a condição de precisar dormir mais do que a maioria das pessoas. Na verdade, ele nem sabe que tem apneia do sono. Isso é bem diferente do que acomete pacientes mais graves, esses sentem a necessidade de buscar o diagnóstico e tratamento.

Existe cura para apneia. Porém, em casos mais difíceis de resolver, nenhum tratamento será totalmente eficaz, mas certamente haverá grande melhora da qualidade do sono e, consequentemente, da qualidade de vida.

Há várias possibilidades de tratamentos. O mais consagrado tratamento não-cirúrgico é o chamado de CPAPs - continuous positive airway pressure - nele é utilizado um aparelho (uma máscara) que normalmente é colocado sobre o nariz e boca do paciente. Esse aparelho envia ar sob pressão e mantém as vias aéreas dilatadas durante o sono, permitindo uma maior permeabilidade das mesmas. Próteses orais também são opções, dependendo do caso que será analisado por profissionais qualificados, aptos a corrigir o distúrbio. E em parte dos casos, recomendamos o tratamento cirúrgico com a  realização de uma cirurgia ortognática. Saiba mais sobre esse procedimento aqui.

Rolar para cima