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RECOBRIMENTO RADICULAR E ENXERTOS GENGIVAIS

Porque a gengiva retrai?

Existem alguns pacientes que possuem tendência à retração gengival. Isso ocorre principalmente quando o tecido gengival do paciente é muito fino (delgado) associado, por exemplo, ao excesso de acúmulo de cálculo (tártaro); devido a movimentações ortodônticas muito intensas ou ainda a traumas oclusais repetitivos (como o apertamento dentário ou bruxismo). Esses fatores podem causar alterações na gengiva que, ao longo do tempo, tende a se retrair e expor a raiz dentária.

A retração gengival, portanto, é um processo lento e normalmente contínuo, a não ser que se removam os fatores que estão gerando essa retração. E quanto mais a gengiva retrair, mais a raiz do dente ficará exposta.

As diferentes partes de um dente

Externamente, a anatomia dentária é dividida em esmalte (a parte branca da coroa do dente que vemos na boca, acima da gengiva) que é o tecido mais mineralizado do corpo humano e que evoluiu para suportar ficar exposto na cavidade oral, e cemento, que também é um tecido mineralizado que recobre a raiz. O cemento é bem menos mineralizado que o esmalte e acaba sendo muito mais suscetível aos agentes agressores, tanto químicos quanto térmicos, do ambiente oral. Por isso é tão comum que ela seja muito mais sensível do que o esmalte quando exposto.

Quais são as consequências da retração gengival?

Essas alterações na gengiva deixam esse dente que está com a raiz mais exposta, muito mais sensível que o normal. Esta é uma das principais queixas dos pacientes que possuem uma raiz exposta. A outra queixa muito comum é a insatisfação estética, uma vez que o dente se alonga muito visualmente.

A gengiva como parte importante da estética do sorriso

Para se ter uma estética ideal, é fundamental uma gengiva saudável. Se a gengiva não estiver saudável, com retrações ou inflamações, fica muito nítido, para quem está vendo, que aquele sorriso está alterado, que a boca está doente. Por isso, um dos objetivos da cirurgia de recobrimento radicular é devolver ao tecido gengival o seu aspecto original, com utilização de um enxerto de gengiva.

Como é a cirurgia de enxerto gengival para recobrimento da raiz?

A técnica mais consagrada em toda a literatura é a que remove um pequeno pedaço de tecido gengival do palato (céu da boca) do próprio paciente, por se tratar de uma região bem espessa e que se regenera completamente alguns dias após a cirurgia. Do tecido removido, aproveita-se a região subepitelial, ou seja, uma porção um pouco mais interna, rica em tecido conjuntivo. Esse tecido conjuntivo é, portanto, colocado sobre a raiz exposta, e suturado por baixo da gengiva que circunda a raiz exposta, para que as células da epiderme gengival (os queratinócitos - células próprias do tecido epitelial) proliferem sobre o tecido conjuntivo enxertado. É como se fosse devolvida uma base para elas poderem migrar e recriar uma nova gengiva. Assim o tecido gengival é regenerado.

A quem se destina o tratamento?

Pacientes com raiz exposta devem buscar essa técnica. Principalmente as pessoas mais magras, com rostos mais finos, tendem possuir gengivas também muito finas. Lembrando que, nesses casos, qualquer trauma, injúria ou agressão pode resultar no fenômeno de retração gengival. Já as pessoas que têm a gengiva muito espessa (com mais volume), possuem mais resistência e, portanto, mais difícil será a retração da gengiva espessa.

Como é o pós-operatório da cirurgia de enxerto gengival?

O céu da boca regenera completamente ainda no primeiro mês após a cirurgia. Normalmente a região receptora, que recebe a gengiva, mantém-se indolor, não incomoda os pacientes, que só devem se preocupar com alguns cuidados como higienizar e evitar traumatizar o local (evitar alimentação dura). Contudo, existe um incômodo na área doadora, de onde a gengiva foi removida, que regride em até duas semanas após o procedimento. É como se fosse o desconforto de uma afta no palato (céu da boca), mas suportável e bem controlado com analgésico e anti-inflamatório.

Ainda existem outros recursos, como o cimento cirúrgico, para recobrir a área exposta nos primeiros dias, fazendo uma espécie de curativo com a finalidade de proteção.

Após o início da regeneração o incômodo desaparece e a região pode ser normalmente exposta. Ao final, é apenas um desconforto momentâneo para um benefício duradouro.

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