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CÉLULAS-TRONCO DA POLPA DENTÁRIA

Você já deve ter ouvido muitas coisas positivas sobre tratamentos com células-tronco. Sabia que nós, da Mac Odonto, viabilizamos a coleta e o armazenamento desse tesouro para você?

O que são células-tronco da polpa dentária

Constituem um tipo de célula-tronco adulta e que está espalhada em todos os tecidos do corpo, chamadas, especificamente de células-tronco mesenquimais. Quando um tecido sofre uma injúria ele precisa se regenerar e as células-tronco mesenquimais agem nesse processo, exercendo um papel fundamental. É um tipo celular muito raro, que não é visto, por exemplo, nas lâminas de histologia tradicional, já que elas só entram em ação e se multiplicam nos momentos de maior necessidade de regeneração do organismo.

Com o passar do tempo, essas células-tronco mesenquimais tornam-se menos potentes e também diminuem de quantidade. Por isso, nas crianças, as células-tronco mesenquimais têm maior potência, maior capacidade de regeneração e multiplicação. Quando envelhecemos, essa capacidade diminui, então o ideal é coletá-las o mais jovem possível.

De onde coletamos 

Na criança, uma região de fácil acesso às células-tronco mesenquimais é a polpa dentária do dente de leite ou de um dente permanente que será extraído, como do siso. Mas também poderiam, por exemplo, em um centro cirúrgico, serem coletadas de outros tecidos. O tecido adiposo e a medula-óssea são outras fontes de células-tronco mesenquimais muito estudadas.

Por isso que, em vez de fazermos biópsia de tecido adiposo ou de medula óssea para retirarmos esse tecido, recorremos ao dente de leite, ao dente do siso ou a algum dente que será removido por uma questão ortodôntica.

Já no laboratório, após o processo de remoção da polpa dentária do dente enviado, consegue-se isolar cinco ou seis células-tronco mesenquimais, que, depois do cultivo em laboratório, darão origem a milhões. Por ser mesenquimal, esta célula é apta para dar origem à diversos tecidos, incluindo qualquer tipo de tecido conjuntivo. Por exemplo, tem capacidade de virar tecido ósseo, tecido adiposo, tecido cartilaginoso etc. Ela tem, também, potencial neuronal, podem gerar células musculares (incluindo as do coração), hepatócitos, colaborar na regeneração de pele, entre outras funções e possibilidades.

Onde o material fica armazenado 

A Mac Odonto escolheu para esse armazenamento a parceira R-Crio (primeira empresa habilitada para a identificação, isolamento, multiplicação e criopreservação das células-tronco mesenquimais no Brasil). No laboratório da R-Crio, o material é isolado e as células se multiplicam lentamente, gerando um pool muito rico, de milhões de células-tronco. Uma vez criopreservadas, estarão disponíveis para tratar qualquer doença que tenha sido pesquisada atualmente.

O grande divisor de águas 

Os tratamentos médicos atuais são feitos com as convencionais terapias medicamentosas, esperando-se que aquele remédio ou medicamento aja no organismo para tentar alterar o rumo ou curar uma doença. No futuro será diferente: os tratamentos das doenças serão com uso de células e não mais dos remédios – este tipo de tratamento é chamado de “terapia celular”.

Quando necessário para combater uma doença ou alguma lesão em um órgão do corpo, um conjunto de células-tronco mesenquimais será inserido localmente na lesão ou levado a ela por uma injeção na veia, similar ao que acontece quando precisamos de hidratação e recebemos na veia um frasco de soro fisiológico. Essas células multiplicadas e extremamente potentes, originadas do próprio corpo do paciente, e por isso sem reação imunológica ou risco de rejeição, têm a capacidade de interagir com as outras células do corpo e se dirigirem ao local da inflamação, combatem o processo da doença ou disfunção e regeneram os tecidos que estão doentes.

Uma mudança gigantesca no paradigma de tratamento. Em vez de se usar um fármaco, usa-se a terapia celular. Esse é o futuro da medicina e da odontologia.

Tratamentos e pesquisas 

Já existem tratamentos sendo aplicados, mas a medicina e a odontologia estão em fase de definição de protocolos, de definir a quantidade ideal, a calibração, então este tratamento ainda não pode ser prescrito pelos médicos.

Esse caminho revolucionará a medicina e a odontologia. Em vez de tratar o canal, você regenera a polpa do dente, por exemplo. Em vez de colocar um implante, pode reimplantar uma célula que se transformará em um novo dente. O periodonto que está perdendo o ligamento conseguirá uma completa regeneração periodontal.

Várias pesquisas estão em estágio avançado, outras em fase inicial. Existem algumas sendo realizadas atualmente no Brasil como: enxerto ósseo - em vez de usar enxerto em pó, enxerto de origem animal ou osso humano de cadáver, você será beneficiado por células-tronco que se transformarão em osso; crianças com fenda palatina - em vez de ter que tirar um pedaço da crista ilíaca, implantam-se as células-tronco e regeneram aquele defeito com muito mais facilidade.

Existem várias doenças inflamatórias e autoimunes, como Lúpus Eritematoso Sistêmico e Doença de Crohn, nas quais o organismo ataca a si próprio com suas células de defesa. Dependendo da disfunção que o paciente apresente, essas células-tronco são anti-inflamatórias e inibem essa reação imunológica. Nesses casos, o paciente se cura de uma doença autoimune sem tomar corticóide e imunossupressores, apenas através das células-tronco.

E quem não preservou a célula-tronco da polpa dentária? 

Essa pessoa pode coletar tecido adiposo e da medula óssea depois. Mas envolve um procedimento invasivo, podendo ser coletado através de uma mini-lipo ou uma punção de medula óssea. Mas lembre-se que, a cada ano que passa, as células-tronco mesenquimais do indivíduo vão perdendo a sua potência. O ideal é que, ainda criança, se aproveite a riqueza de células-tronco existentes em um simples dente de leite, num órgão que seria dispensado, para deixá-la com a segurança de um futuro mais saudável.

Como é feita a coleta, preparo e uso  

A coleta dos dentes tem que ser feita no consultório, com um dentista, como se fosse mandar um órgão viável para transplante, ou seja, deve ser feita antes do dente de leite cair, quando ele ainda tem um pedacinho de raiz.

O responsável leva a criança ao consultório e o dentista remove aquele dente que cairia sozinho em um futuro próximo. Não pode ter caído em casa, senão a polpa e suas células morrem.Na clínica, o dente é colocado em um meio de cultura para que se mantenha vivo e enviado para a empresa de criopreservação R-Crio.

Outra vantagem é que, apesar de o transplante celular autógeno (ou seja, células-tronco do próprio indivíduo) ser o padrão ideal de utilização, é possível se utilizar células-tronco de outro indivíduo em você. Isso é possível porque as células-tronco mesenquimais são extremamente anérgicas em termos de imunologia, o que significa que não possuem os marcadores de reação imunológica, não agridem o organismo que a estão recebendo. São células que não induzem rejeição.

Isso já está bem estabelecido, é possível se ter bancos de células-tronco para se tratar diversas doenças, mesmo não sendo do próprio paciente. Isso possibilita que quem não possua células criopreservadas, possa recorrer às de outras pessoas.

Uma possibilidade em estudo é de se usar as células de um filho, por exemplo. Esse é mais um motivo para preservar as dos seus filhos. Elas podem ficar guardadas por tempo indeterminado através da manutenção por anuidade para a empresa responsável pela criopreservação.

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